PSDB faz aliança com PT para reeleger Cauê Macris presidente da Alesp; Madalena é vice

16/03/2019

 

Em noite marcada por confusão, 94 deputados da Casa tomaram posse para a legislatura 2019-2022.

 

 
 

O deputado estadual Cauê Macris (PSDB) foi reeleito presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) na tarde desta sexta-feira, 15. 

O parlamentar recebeu o apoio de governistas e também de parte da esquerda. Macris teve 70 votos, contra 16 de Janaína Paschoal (PSL), 4 de Daniel José (Novo) e outros 4 de Mônica, da Bancada Ativista.

O voto de número 48, a quantidade mínima necessária para a eleição, foi proferido pela deputada Marina Helou (Rede). A fala dela foi muito comemorada pelos apoiadores de Macris.

O clima da votação foi bastante agitado. Tudo porque, na véspera, o líder do PSL, Gil Diniz, entrou com uma liminar contra a candidatura de Macris, que acabou rejeitada pela Justiça. Articulador da candidatura de Janaína Paschoal, Diniz recorreu e no plenário, os apoiadores de Janaína e Macris entraram em confronto verbal, que, por pouco, não foi físico.

O deputado Arthur do Val ‘Mamãe Falei’ (DEM) tentou impedir o início da votação. Foi quando começou uma confusão com deputados do PT, entre os quais Teonilio Barba. Houve empurra-empurra e os parlamentares tiveram de ser apartados. O deputado Campos Machado (PTB), um dos articuladores de Macris, foi um dos responsáveis por separar a briga.

Antes da eleição, os 94 deputados da casa tomaram posse para a legislatura 2019-2022.

 

Tucanos e petistas juntos

O PSDB reeditou uma aliança histórica com o PT para manter a hegemonia na Casa e reeleger o tucano Cauê Macris para mais dois anos à frente do Parlamento paulista.

Nos últimos 24 anos, período em que o PSDB governou o Estado, o partido só não comandou a Assembleia no biênio 2005/2007, quando o atual vice-governador, Rodrigo Garcia (DEM), então no PFL, derrotou o tucano Edson Aparecido, também com apoio do PT, por dois votos de diferença. 

De lá para cá, o PSDB sempre conquistou a presidência com folga, compondo com os petistas na primeira secretaria e o DEM na segunda – os três principais cargos na Mesa Diretora. A novidade nesta legislatura é o surgimento de uma nova força política na Casa, o PSL. 

O partido do presidente Jair Bolsonaro elegeu 15 parlamentares e lançou a deputada Janaína Paschoal, mais votada nas urnas, com 2 milhões de votos, na disputa contra Cauê. 

Os outros dois postulantes ao cargo também são novatos no Parlamento, mas com bancadas bem menores. Daniel José (Novo) e Mônica Seixas (PSOL), cada um com quatro deputados.

 
Macris foi reeleito no parlamento paulista em votação marcada por confusão entre deputados
 

Desde que se colocou como candidata ao cargo, em meados de fevereiro, Janaína só repeliu seus pares com um discurso contundente e uma pressão externa. 

A defesa de que é preciso “abrir a Assembleia”, que hoje concentra as decisões no colégio de líderes a portas fechadas, e as mensagens agressivas que seus apoiadores nas redes sociais mandaram aos deputados pressionando por apoio a ela, isolaram o PSL.

Até o Novo, que empunha a mesma bandeira da “nova política”, preteriu a advogada, que se notabilizou como autora do pedido de impeachment da presidente cassada Dilma Rousseff, para ter candidatura própria. 

“A gente conversou com a Janaína, mas percebeu que ela não tinha viabilidade porque a postura que adotou criou uma rejeição muito grande na Assembleia”, disse Daniel José.

Janaína, que contou com apoio declarado apenas dos seus 14 colegas de bancada e do deputado Arthur Mamãe Falei (DEM), nega que tenha estimulado os ataques. 

“Não compactuo com nenhum tipo de agressão, inclusive tenho pedido publicamente para que isso não aconteça. Desconfio que tem gente fazendo certos tipos de ataques para me prejudicar.”

 

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Ricardo Madalena assume vice-presidência 

 
 

Com 62 votos o deputado santa-cruzense, Ricardo Madalena (PR), foi eleito já na noite desta sexta-feira, 15, o segundo vice presidente da Alesp.

“Cargo da maior importância, essa conquista devo aos meus eleitores, que aqui me trouxeram e me delegaram mais um mandato parlamentar, e minha responsabilidade aumenta com mais essa função, e eu exercerei com dedicação total, sempre visando o melhor para a população do estado de São Paulo” disse o deputado santa-cruzense.

 

 

Conteúdo: O Estado de S. Paulo
 

 

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