Polícia recupera carga com 63 toneladas de soja desviadas por criminosos, na região

13/08/2019

 

Esquema deixava transportadoras no prejuízo; cargas têm valor estimado de R$ 100 mil.

 



A Polícia Civil de Cândido Mota (distante cerca de 90 quilômetros de Santa Cruz do Rio Pardo) recuperou uma carga de 63 toneladas de grãos de soja e apura associação criminosa para identificar os responsáveis pelo crime. A carga tem valor estimado de R$ 100 mil.

De acordo com o delegado titular do município, Gustavo Barbosa de Siqueira, os desvios de cargas aconteceram em 5 e 23 de julho, e a polícia passou a investigar o esquema.

Duas transportadoras, de Assis e Cândido Mota, são as principais vítimas do roubo. Na prática, elas adquiriram a mercadoria e contrataram motoristas para carregar as cargas para destinos definidos.

As investigações apontaram que, no trajeto, uma terceira pessoa fazia contato com os motoristas contratados e eles acabavam desviando as cargas. 

 

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“A quantidade era comercializada com empresários que recebiam até nota fiscal pela carga recebida”, explicou o delegado.

Depois do desvio, as transportadoras simplesmente não encontravam mais os motoristas nem vestígios de onde poderia estar a carga.  

 
Comerciantes recebiam a carga sem saber que estavam adquirindo produto ilícito — Foto: Polícia Civil / Divulgação

 

Investigações

Ainda segundo o delegado, as cargas foram apreendidas e devolvidas para as vítimas entre 2 e 9 de agosto. As investigações e diligências continuam.

A intenção é chegar nos “terceiros”, que são os contratantes dos motoristas, os considerados articuladores do esquema. Os motoristas recebiam cerca de R$ 3 mil para fazer o desvio, segundo a polícia.

Ainda de acordo com o delegado, durante trabalho, em conjunto com a Polícia Militar, os agentes já identificaram motoristas e intermediadores que receberam a carga para chegar aos grãos. Um dos empresários que adquiriu o produto possuía nota fiscal de compra, em valor compatível com o mercado.

“O que dificulta a investigação é que quem está comprando recebe até nota fiscal. O que dá credibilidade para a negociação. O comerciante não sabia que a carga era ilícita”, afirmou o delegado Gustavo Siqueira. Até o momento, ninguém foi preso. A polícia investiga o caso.

 
 

Conteúdo: G1
 

 

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