Partido de Otacílio oficializa oposição a governo Bolsonaro

06/11/2018

 

Presidente do PSB ressaltou que oposição não será ‘sistemática’, mas sim conforme propostas apresentadas pelo novo governo.

 

 

Os integrantes da executiva nacional do PSB decidiram nesta segunda-feira, 5, que o partido fará oposição ao governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). 

O presidente da sigla, Carlos Siqueira, afirmou que o partido decidiu por esta posição porque as posições defendidas pelo futuro mandatário são contrárias aos preceitos da sigla.

“Fomos colocados na oposição pelo resultado eleitoral porque não apoiamos o candidato que ganhou e, por outro lado, e até mais importante, é porque o candidato que ganhou pensa diametralmente o oposto do que pensamos”, disse ao final de uma reunião entre a cúpula do PSB.

De acordo com Siqueira, a sigla fará oposição de acordo com as questões que serão apresentadas pelo novo governo. 

“Não será uma oposição sistemática, mas uma oposição em face de questões concretas que sejam colocadas e em defesa intransigente da democracia, da liberdade de imprensa, da preservação dos direitos sociais conquistados nos 30 anos de democracia”, afirmou.

Para Siqueira, a posição é coerente com a história do partido que, de acordo com ele, combateu a ditadura Vargas e a ditadura de 1964. 

“O partido se oporá a qualquer governo de natureza autoritária”, disse. Ele, no entanto, afirmou que os prenúncios do próximo governo “não são os melhores” porque Bolsonaro, para ele, “é um presidente que se elegeu dizendo que só aceitaria o resultado se lhe fosse favorável”. “Isso é revelador do que virá pela frente”, disse.

Siqueira informou que o PSB procurará agora outras siglas que também serão oposição a Bolsonaro para articular como poderão atuar em conjunto. “A contradição principal doravante é se teremos ou não democracia”, disse.

O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, em entrevista; ao fundo, imagem do ex-governador Miguel Arraes. 

 

Questionado sobre se formaria um bloco de oposição com o PT, Siqueira demonstrou insatisfação com a sigla e não indicou se pode reabrir um diálogo com o partido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O PSB elegeu 32 deputados para a próxima legislatura.

“Na verdade, os partidos de esquerda não ficaram felizes com a declaração do PT de que há um comandante da oposição. Não haverá uma oposição, mas várias. Naturalmente faremos um bloco”, disse

O PSB já iniciou conversas com o PDT e o PCdoB na Câmara para formar um bloco de oposição na Casa. Mas as siglas não procuraram o PT para o diálogo.

 

PSB em Santa Cruz

O prefeito de Santa Cruz do Rio Pardo, Otacílio Parras Assis é filiado ao PSB desde setembro de 2015. Após 13 anos dentro dos quadros do PT, tendo disputado duas eleições municipais e vencendo o pleito em 2012 pelo antigo partido, o prefeito disputou sua reeleição já pela atual sigla.

Na época, Otacílio afirmou que deixou o Partido dos Trabalhadores “por motivos particulares”, e optou pelo PSB também pela amizade com o então vice-governador Márcio França.Antes de aderir ao PSB, Otacílio chegou a ser cortejado pelo então ministro das Cidades, Gilberto Kassab, que acenou com a possibilidade de filiar o político ao PSD.

Cristiano Miranda preside o PSB em Santa Cruz do Rio Pardo.

 

O PSB santa-cruzense é comandado pelo vereador Cristiano Miranda. Na região, o ex-prefeito de Marília e deputado estadual eleito, Vinícius Camarinha também pertence a legenda, assim como seu pai, o deputado federal santa-cruzense, Abelardo Camarinha.

Em contato com a reportagem, o vereador Cristiano Miranda, presidente do diretório do partido na cidade, disse que tem expectativa de unir forças independentemente de cores ou posições partidárias.

“Penso que devemos unir as forças, este não é o momento de revanchismo. Eu vou continuar buscando recursos para nossa cidade e torcendo pelos que foram eleitos, para que façam um bom papel”, disse o vereador que fez campanha para Márcio França na eleição para governador de São Paulo.

“Torci muito pelo Marcio França porque acredito que seria muito bom para Santa Cruz, porém o povo escolheu João Doria (PSDB), temos que aceitar e continuar buscando políticas boas para nossa cidade, assim como na presidência que Santa Cruz votou em peso em Jair Bolsonaro (PSL), torço muito por ele”, completou o vereador.

 

Márcio França ao lado do prefeito de Santa Cruz, Otacílio Assis e o ex-prefeito de Marília, Vinícius Camarinha, todos do PSB.

 

Conteúdo: O Estado de S. Paulo

 

 

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