Mesmo na crise, cirurgia plástica aumenta 25% no país

04/09/2019

 

Brasil segue como um dos líderes nestes procedimentos.

 




Mesmo com a crise econômica, a quantidade de cirurgias plásticas com fins estéticos cresce no Brasil. Foi realizado no ano passado 1,7 milhão de operações no País, sendo 60% para fins estéticos, estima o censo bianual da Sociedade de Cirurgia Plástica (SBCP), principal entidade do setor. Comparando com dados do período anterior, de 2016, o número de cirurgias plásticas estéticas é 25,2% maior. O Brasil é um dos líderes nessas intervenções.

O levantamento reúne relatos obtidos com profissionais associados da SBCP – em dois anos, houve aumento de 10,3% no número de filiados. Os dados totais são uma projeção estatística com base na amostra obtida.

Os procedimentos mais procurados são o aumento de mama, a lipoaspiração e a abdominoplastia. Entre 2016 e 2018, houve redução na procura pelo aumento de mama. 

Por outro lado, foi registrada maior busca pela redução mamária. Alternativas como parcelamento e até consórcios ajudaram a popularizar as plásticas. “Fiz parcelado no cartão em 12 vezes”, conta a atendente Eliana Oliveira, de 41 anos, que pôs prótese mamária.

 

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Botox

Também chama a atenção o número de procedimentos estéticos não cirúrgicos, como aplicação de botox e preenchimentos. Em 2018, as intervenções desse tipo se equipararam às operações plásticas.

“Os produtos melhoraram bastante. Uma cirurgia envolve todo um pré-operatório, avaliações, exames e pós-operatório. A complexidade é absolutamente diferente”, explica Níveo Steffen, presidente da SBCP. “Os procedimentos não cirúrgicos têm uma morbidade infinitamente menor”, ressalta.



Número de procedimentos estéticos não cirúrgicos, como aplicação de botox e preenchimentos também chamam a atenção.

 

Mais de 65 anos

Pessoas de 36 a 50 anos são as que mais se submetem aos procedimentos estéticos, de acordo com o censo realizado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), mas, segundo Níveo Steffen, presidente da entidade, chama a atenção o aumento na procura desses procedimentos por idosos.

Entre os que fizeram plásticas no ano passado, 36,3% estão na faixa etária de 36 a 50 anos. Esse grupo ultrapassou os mais jovens, de 19 a 35, que hoje respondem por 34,7% dos procedimentos. Os dados também revelam que o porcentual de cirurgias plásticas para estética em idosos passou de 5,4% para 6,6% entre 2016 e 2018.

A alta nessa faixa etária pode parecer pequena, mas evidencia uma tendência. “Por ano, representam em torno de 70 mil a 80 mil cirurgias realizadas com o propósito de melhoria dessa parte estética”, diz Steffen. “Antes, essa faixa etária não tinha um significado dentro da cirurgia plástica estética.”

Segundo ele, operações no rosto, nas mamas e no abdome são as preferidas desse público. “As pessoas chegam a essa faixa etária com saúde e vigor e, muitas vezes, o corpo não corresponde a esse bem-estar interior”, afirma o especialista.

 
 
 
 
Conteúdo: O Estado de S. Paulo
 

 

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