Mais longo do século, eclipse com ‘Lua de Sangue’ vai durar 34 minutos em São Paulo

27/07/2018

 

Fenômeno ocorre quando o satélite natural da Terra atravessa a região de sombra que o planeta projeta no espaço. Eventos acontecem pelo menos duas vezes por ano e podem ser vistos em algum lugar do Mundo.

 

 

 

Eclipse mais longo do século, a Lua de Sangue terá duração menor no céu brasileiro nesta sexta-feira (27). Em São Paulo, a fase total do fenômeno durará 34 minutos; no Rio, 47 minutos.

Isso porque quando a lua chegar aos céus de nossas cidades (17h39 em São Paulo e 17h26 no Rio), o eclipse já terá começado. A fase total do eclipse acaba às 18h13. Em Santa Cruz o fenômeno deve ter início por volta das 17h45 e se o céu não ficar nublado poderá ser visto com clareza.

O eclipse total terá visibilidade durante 1 hora e 43 minutos no leste da África e no sudeste da Ásia. No Brasil, uma das maiores durações será no Recife – das 17h15 às 18h13.

 

Fases do eclipse

Em algumas cidades brasileiras, a Lua nasce apenas depois das 18h13. Nesses casos será possível observar a fase parcial do eclipse, quando a Lua já tiver saído da região mais escura da sombra terrestre, conhecida como umbra.

A fase parcial termina às 19h19. “Após esse horário ainda será possível acompanhar a fase penumbral, que ocorre até as 20h28. Essa fase, entretanto, é muito sutil e quase imperceptível a olho nu”, explica o astrônomo. “Para observar o eclipse, procure um local com o horizonte leste desimpedido.” Utilizar binóculos e lunetas pode ser uma boa ideia.

Membro da Sociedade Astronômica Brasileira, o astrônomo Thiago Sgnorini explica que as cidades que avistam uma fase do eclipse conseguem ver as fases seguintes na sequência. 

Ou seja, quem assistiu à fase umbral passa a ver a fase parcial a partir das 19h19 e a penumbral, “quase imperceptível”, a partir das 20h28. 

Rojas explica que os eclipses lunares passam por três fases principais. A fase penumbral ocorre primeiro, e é quase imperceptível a olho nu. Nessa fase, a Lua atravessa a região mais externa do cone de sombra da Terra, a penumbra, onde a escuridão não é total. 

“Quando a Lua começa a penetrar na região mais central da sombra terrestre, chamada umbra, inicia-se a fase parcial. Durante essa fase, é possível acompanhar a sombra terrestre lentamente preenchendo o disco lunar. Quando a Lua finalmente se encontra inteira na umbra, inicia-se a fase total.”

Ao final dessa fase, a lua atravessa novamente a porção parcial e finalmente a penumbral. “A duração completa deste eclipse, incluindo todas as fases, será de 6 horas e 13 minutos.” 

 

Como acontece um eclipse?

Eclipses Lunares ocorrem quando o satélite natural da Terra atravessa a região de sombra que nosso planeta projeta no espaço. São eventos que ocorrem pelo menos duas vezes por ano em algum lugar do planeta. “O último eclipse lunar total visível do Brasil ocorreu em 27 de setembro de 2015 e o próximo será em 21 de janeiro de 2019.”  

 

Mas por que “Lua de Sangue”? 

Durante o eclipse total, a Lua adquire uma coloração avermelhada em razão do desvio sofrido pela luz solar na atmosfera terrestre. 

“A atmosfera funciona como uma lente que desvia as luzes vermelha e laranja do sol, conferindo a cor avermelhada desse eclipse”, explica o professor de física Daniel Rutkowski, da Eseg (Escola Superior de Engenharia e Gestão). “Se a Terra não tivesse atmosfera, o eclipse ficaria totalmente escuro.

“Nos últimos anos, o termo “Lua de Sangue” entrou na moda, embora não seja comum entre os astrônomos. “É um termo popular. As faculdades acabam usando para chamar a atenção e conseguir ensinar alguma coisa sobre o assunto”, diz Rutkowski.

 



Quer fotografar a “lua de sangue”? Veja dicas 

A primeira dica para fotografar a “lua de sangue” é utilizar a maior lente ou o maior zoom possível de sua câmera ou telefone celular. Os profissionais utilizam lentes de 300 mm e 400 mm e ainda podem contar com a ajuda de um duplicador, que diminui ainda mais o ângulo de visão, causando a impressão de maior aproximação.

Você também precisará de um tripé. Lentes longas ou zoom ativado normalmente exigem que a câmera ou o aparelho não sofram nenhum tipo de trepidação ou movimento, por mínimo que seja. 

Quando isso acontece, a imagem sai borrada e a Lua parece como uma mancha branca na foto. O tripé também ajuda a dar nitidez à fotografia: um pequeno movimento do braço ou um passo para frente ou para trás pode tirar o foco da imagem.

Também é importante medir a luz da maneira mais precisa possível. No enquadramento para fotografar a Lua, temos uma grande parte escura no quadro, e isso, quase sempre, indica às câmeras a necessidade de mais luz. 

Mas, na verdade, elas não precisam porque a Lua é mais clara que o fundo. Podemos fotografar diversas vezes e perceber em que momento os detalhes da Lua se tornam visíveis.

Uma boa ideia é tentar uma composição com diversos elementos, como edifícios, árvores, estátuas. Eles destacam a proporção e orienta o olhar para a Lua. Mirar o astro entre prédios ou “apoiá-lo” sobre a mão de uma estátua é uma alternativa divertida.

 
 
Conteúdo: UOL
 

 

Fique sempre por dentro das  Notícias em Santa Cruz atualizadas diariamente através do aplicativo ACHEI SANTA CRUZ , basta clicar na imagem abaixo que você será redirecionado a loja de aplicativos de seu smartphone!

 

 

Notícias Relacionadas