Escândalo na Cultura de Ourinhos: Vereador exibe conversa sobre compra superfaturada de bateria de secretario

14/03/2018

 

Provas de possíveis relações impróprias entre Donato e Flores podem ter dado pontapé inicial para criação de CPI.

 



Por Alexandre Mansinho /  Jornal Negocião


A divulgação de “prints” feita  na sessão da Câmara de Ourinhos pelo vereador Edvaldo Lúcio Abel (Vadinho), de conversas entre a presidente da Cooperativa das Artes, Daniela Andrejevas e o diretor da Escola Municipal de Música, Paulo Flores, causaram revolta nos vereadores

A vereadora Raquel Spada considerou traição de Vadinho o fato de expor somente agora algo que ele já sabia antes. A divulgação pode ter influenciado na aprovação de uma CPI – Comissão Parlamentar de Inquérito, para apurar as possíveis ilegalidades que teriam sido cometidas na Secretaria Municipal de Cultura.

Quatro dos 12 vereadores que compõem a base de sustentação do governo Lucas Pocay na Câmara (Santiago, Caio Lima, Carlinhos do Sindicato e Sargento Sérgio), mudaram de opinião sobre a abertura de uma CPI e assinaram o requerimento pedindo sua instauração, somando-se aos três vereadores de oposição (Vadinho, Flavinho do Açougue e Dr. Salim), que já tinham assinado o documento. 

O material que já está em poder do Ministério Público desmentiria a versão do Secretário Municipal de Cultura, Rodrigo Donato, sobre a compra de uma bateria superfaturada pela Cooperativa das Artes.

Segundo os “prints”, a compra da bateria teria sido combinada entre o diretor e o secretário e Daniela teria apenas cumprido ordens e efetuado o depósito.

SUPERFATURAMENTO 
– Segundo vários músicos consultados pelo Jornal Negocião, a bateria que é objeto da denúncia teria um valor máximo de R$ 2,5 mil, ou até R$ 3,5 mil em uma estimativa mais otimista. No entanto, segundo as conversas, o valor pago foi de R$ 6,5 mil.

“PRINTS” DESMENTEM O SECRETÁRIO – Em resposta a uma pergunta feita pelo Jornal Negocião, Rodrigo Donato afirmou que a venda da bateria teria sido feita de forma absolutamente legal.

O secretário afirmou que anunciou a venda nas redes sociais e fora procurado por Daniela, que teria comprado a bateria para uso pessoal. 

No entanto, o material em poder do Ministério Público mostra o próprio Paulo Flores passando para Daniela inclusive o número da conta bancária de Donato, cabendo a ela apenas efetivar os depósitos.

 
Secretario de Cultura de Ourinhos, Rodrigo Donato teria vendido bateria com preço superfaturado à cooperativa.

 

 

Conteúdo: Jornal Negocião
 

 

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