Bolsonaro dá diretoria de fundo bilionário ao PL

18/05/2020

 

Presidente passou nas últimas semanas a distribuir cargos aos partidos do grupo chamado de “Centrão”.

 

 

Em uma tentativa de reaproximação com partidos do Centrão, o presidente Jair Bolsonaro entregou a Diretoria de Ações Educacionais do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) ao PL, sigla do ex-deputado Valdemar da Costa Neto, condenado no mensalão. A nomeação de Garigham Amarante Pinto, assessor do partido na Câmara, foi publicada nesta segunda-feira, 18, no Diário Oficial da União (DOU).

Vinculado ao Ministério da Educação (MEC), o FNDE é um dos espaços mais cobiçados, com orçamento de R$ 29,4 bilhões neste ano. Foi por meio do órgão que a pasta contratou uma empresa para fornecer kits escolares a estudantes que, segundo o Ministério Público, está envolvida em um esquema que desviou R$ 134,2 milhões de dinheiro público da saúde e da educação na Paraíba.

No ano passado, o órgão foi alvo de uma disputa entre o presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ) e o ministro da Educação, Abraham Weintraub. Um indicado pelo deputado, Rodrigo Sérgio Dias, foi exonerado da presidência do fundo em dezembro.

 

Receba nossas notícias diretamente em seu WhatsApp. Clique aqui e se cadastre! 

 

Sob pressão de aliados e após sofrer sucessivas derrotas políticas, Bolsonaro passou nas últimas semanas a distribuir cargos aos partidos do Centrão, em troca de votos no Congresso, ressuscitando a velha prática do “toma lá, dá cá”. No casamento de papel passado, Progressistas e Republicanos já foram contemplados.

A primeira legenda, presidida pelo senador Ciro Nogueira (Progressistas-PI), alvo da Lava Jato, conseguiu emplacar um nome no comando do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), autarquia com orçamento de R$ 1 bilhão neste ano.

O Republicanos, que tem o deputado Marcos Pereira (SP) à frente – também alvo da Lava Jato -, ficou com a secretaria de Mobilidade Urbana do Ministério do Desenvolvimento Regional.

 
Bolsonaro dá mais uma diretoria de fundo bilionário ao Centrão (Foto: Sérgio Lima)

 

Segundo líderes do Centrão, mais nomeações de nomes ligados aos partidos estão previstas para os próximos dias. Ao menos nove órgãos, departamentos e empresas públicas surgem nas conversas de integrantes das grupo, que ainda tem Solidariedade, PSD e PTB.

O governo passou a negociar com o Centrão em troca de apoio diante da escalada da crise política, acentuada pela demissão do ex-ministro da Justiça Sérgio Moro. As acusações feitas pelo ex-juiz levaram a oposição a falar em CPIs e processo de impeachment contra Bolsonaro.

Até então despreocupado com a manutenção de uma base sólida no Congresso Nacional, o presidente passou a recorrer ao Centrão em busca de “blindagem”.

 
 
 
Conteúdo: O Estado de S. Paulo

 

Fique sempre por dentro das  Notícias em Santa Cruz atualizadas diariamente através do aplicativo ACHEI SANTA CRUZ , basta clicar na imagem abaixo que você será redirecionado a loja de aplicativos de seu smartphone!

 

 

Notícias Relacionadas
Publicidade